por Wilian Delatorre

Wilian Delatorre Personal Travel,
o seu agente pessoal de passagens com milhas e roteiros.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Reportagem comprova o desperdício de pontos no cartão de crédito


Olá milheiros e viajantes do Brasil!

Sempre comentei aqui no blog sobre o desperdício de pontos no cartão de crédito e consequentemente viagens que poderiam ter acontecido, seja por desconhecimento das regras dos programas de fidelidade ou por puro esquecimento, tais atitudes beneficiam apenas as empresas de crédito que apontam em seus balanços os pontos não utilizados. Segue a reportagem de Fernando Nakagawa do Jornal da Tarde:

Brasileiros perderam 101,3 bilhões de pontos nos programas de recompensa dos cartões de crédito em 2010. Estudo do Banco Central (BC) mostra que o total de milhas expiradas em um ano seria suficiente para emitir mais de 5 milhões de passagens aéreas entre o Brasil e qualquer destino da América do Sul.
O levantamento mostra ainda que o gasto dos bancos com a conversão de bônus em brindes equivale a apenas 0,22% de todo o faturamento anual dos cartões.
Com a popularização do dinheiro de plástico e a concorrência entre os bancos, um dos atrativos com importância crescente para oferecer um cartão de crédito é o programa de bonificação. Juntar pontos, bônus ou milhas e depois converter em uma passagem internacional, um belo acessório para casa ou um moderno eletrônico é apresentado como supervantagem, na linha do “quanto mais você gasta, mais ganha”.
Mas pesquisa do BC mostra que os benefícios são aproveitados por poucos. Trimestralmente, clientes conseguem transformar apenas 13,5% dos pontos em prêmios. Além de gastar pouco, quase 20% dos pontos acumulados foram desperdiçados porque venceram naquele ano.
Executivos da área de cartões afirmam que muitos clientes perdem os pontos simplesmente por desconhecer os programas de benefícios. Há também muitos consumidores que conhecem o sistema de pontos, mas têm a percepção de que é difícil convertê-los em brindes.
Além disso, muitos clientes de menor renda não conseguem acumular pontos suficientes para uma troca. Na maioria das instituições financeiras, os presentes começam com “preço mínimo” de 1.000 pontos.
Como normalmente cada gasto equivalente a um dólar gera um ponto, o cliente precisa acumular compras correspondentes a US$ 1.000 para, por exemplo, trocar por uma luminária para livro.
Rafael Raiol, bancário em Brasília, se orgulha de fazer parte do grupo que usa os pontos. “Nunca deixei nenhum expirar”, diz, orgulhoso, o jovem de 26 anos que tem sete cartões de crédito na carteira. “Uso até na padaria com uma conta de um real.”
Tanto esforço deu resultado. Raiol já foi a Buenos Aires, Fortaleza, Ilhéus e Ribeirão Preto sem gastar com as passagens aéreas. Porém, o melhor está por vir. Em abril, ele passará a lua de mel Ilhas Maldivas, no Sri Lanka.
A despesa dos bancos para pagar prêmios como os de Raiol somou R$ 836 milhões em 2010. Milionária, a conta fica pequena diante do faturamento do setor de cartões de crédito: em um ano, o setor acumulou R$ 386 bilhões em operações. Ou seja: apenas 0,22% da soma de todas as faturas que chegam mensalmente à casa dos clientes virou prêmio.