por Wilian Delatorre

Wilian Delatorre Personal Travel,
o seu agente pessoal de passagens com milhas e roteiros.

terça-feira, 3 de março de 2015

Lisboa e os bate e voltas

Continuem acompanhando o relato do Celso em Portugal....



Para explorar os arredores de Lisboa e região optei por ter uma única base permanecendo no Sofitel Lisboa. O inverno em Janeiro na cidade estava extremamente agradável e uma simples blusa de lã nas noites era mais que suficiente. Nessa vista da saída do hotel a Avenida Liberdade era nosso ponto de partida após o sempre muito amável tratamento que nos foi dedicado por todo o staff do hotel.
Na nossa primeira noite tínhamos reserva na cidade alta, na Garrafeira Alfaia. Recomendada na internet para petiscar e tomar um bom vinho, não nos contaram da imensa dificuldade em estacionar em minúsculas vielas, muito menos que a recepção a porta seria tão fria. Isto fez com que mudássemos nossos planos e fossemos jantar na Cervejaria Portugália do Shopping Vasco da Gama. Um suculento lombo de Bacalhau Morua com batatas aos murros e cerveja preta deliciosa foi muito além da expectativa das indicações que tínhamos. Os preços dos artigos em shopping centers em Lisboa, mesmo em promoção, não são nada atrativos.



Iniciamos o dia indo a uma atração não tão conhecida, mas maravilhosa – O Museu do Azulejo de Lisboa. Conhecer a cultura e a arte do azulejo foi um passeio espetacular. Pouco divulgado é uma atração imperdível de Lisboa. Dentro ainda deste Mosteiro transformado em Museu há uma igreja linda. Tendo oportunidade não perca este passeio, belíssimo.


Saímos do Museu e o dia nos reservava outra surpresa agradável. Conhecer a Fundação Calouste Gulbenkian, cuja história de grandeza pode ser conhecida pela net. Ele deixou um legado excepcional para a cidade. Fotos no interior infelizmente são proibidas.


O dia que nos reservou imensas surpresas foi coroado degustando iguarias da culinária portuguesa, as natas originais, os famosos Pastéis de Belém.


Após o café no hotel fomos a Sintra. Conheceríamos inicialmente a Quinta da Regaleira, porém minha esposa ao chegarmos a Sintra visualizou um salão de beleza e adeus o passeio…. Mas na parte da tarde tínhamos programado conhecer o Palácio Nacional da Pena. Fizemos uma visita guiada por um culto professor desempregado, foi uma ótima visita no aspecto cultural, porém não gostamos da mistura de estilos arquitetônicos. Voltamos a Lisboa para comer o melhor Bacalhau de Lisboa, segundo entendidos e nativos, com elogios na net. O Restaurante Bota Alta nos serviu um monte de espinhos num rabo de Bacalhau! Horrível, com certeza o pior restaurante da viagem. Isso faz parte e as fontes consultadas serão descartadas no futuro, inclusive um site gourmet famoso.


Amanheceu o dia e após o café fomos ao Alentejo degustar um dos mais famosos vinhos Portugueses, o Peramanca Tinto. Viajamos perto de 150 km. até Évora por ótima estrada. Talvez o mais famoso vinho português seja o Barca Velha mas o Pega Manca Tinto tem reconhecimento. Fabricado na região do Alentejo, sua última safra foi em 2010, e na Fundação Eugenio de Almeida que o fabrica está esgotado. Para receber o rótulo Pera Manca Tinto há algumas exigências e não são em todas as safras que há produção do mesmo. Antes de 2010 houve safra em 2008. Seu preço (2008) está ao redor de €200 a garrafa. No Brasil R$ 1.300,00. Fizemos então uma degustação dos vinhos da Fundação, com visita guiada instrutiva. Gosto de vinhos frutados, não amadeirados e muito encorpados, por pura curiosidade. Nunca estudei nada a respeito. Degustei 5 vinhos e para minha surpresa não gostei de nenhum!


Terminada a visita fomos ao minúsculo e espetacular Restaurante Tasquinha de Oliveira no centro de Évora. Chegamos e encontramos um minúsculo restaurante com 6 mesas, cujo dono e sua esposa na cozinha encantavam seus clientes. Ele é convencido e ela tem o dom da culinária espetacular. Comemos o melhor Bacalhau de nossa vida, as sobremesas Gemada e Siricaia nos deixavam na dúvida do que era mais delicioso. O vinho sugerido e não da Fundação era maravilhoso.


O dia começou com nossa ida ao Freeport, em Alcochete do outro lado do Rio Tejo, atravessando a Ponte Vasco da Gama. Esse é o maior Outlet da Europa e numa viagem anterior já escrevi sobre ele aqui. Portugal em geral tem promoções durante todo o mês de janeiro e como na viagem anterior chegamos em épocas semelhantes.


O preço que há 4 anos para uma camisa Lacoste de manga cumprida masculina era ao redor de €30 hoje está em €80. Compramos poucas coisas pois os preços não eram compensadores como outrora. Curiosamente havia uma casa de cambio, onde inclusive você pega o Tax Refund. A cotação do Euro frente ao Real era tão vantajosa que troquei todos Reais que tinha por Euros e não o contrário. Entrei na net para ver no Brasil como estava a cotação e curiosamente nesse dia ter Reais na Europa era mais valorizado que no Brasil.


Passamos o dia vendo vitrines e no meio da tarde fomos ver o por do sol em Cascais.


Escolhemos um restaurante a beira mar e ficamos petiscando. E o sol se foi. Voltamos a Lisboa e fomos numa bela padaria das muitas da Avenida Liberdade onde fizemos um lanche gostoso.

CHECK OUT RUMO A GRU
Deixamos Portugal felizes com o que vivenciamos e com o descobrir das nuances de seu povo. O clima deste inverno foi excepcional e um frescor gostoso nos acompanhou por toda estada. Vamos ao aeroporto Portela devolver o carro. Feita devolução, colocamos as malas no carrinho e vamos ao prédio do terminal de passageiro. Opa! O que é isso? Chuva, acreditem começou a chover.............. No último post minha volta e a primeira vez na Ibéria.