por Wilian Delatorre

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

As reservas efetuadas por Celso

Chegou a hora de iniciarmos as reservas.
Algumas coisas que aprendi:
1-) Há programas de fidelidade que não abrem disponibilidade para emissão com milhas NUNCA em algumas rotas ou em algumas classes e outros nos períodos de pico,
2-) Há programas de fidelidade que não abrem disponibilidade sempre na 6@ e Sábado, sendo 2@ e 3@ os dias com maior disponibilidade,
3-) Há programas de fidelidade que abrem disponibilidade mas cobram taxas tão exorbitantes que a emissão do prêmio pode ser mais cara que comprar um bilhete,
4-) Dos programas ativos que estou inscrito, de longe o Executive Club da British Airways é o mais transparente com o passageiro frequente, porém NUNCA tente decolar de Londres (LHR) pois as taxas são altíssimas. Em segundo lugar o FF da Qantas, tem farta disponibilidade, em múltiplas datas e permite emitir Emirates. Em terceiro lugar o Lifemiles, que vem melhorando, mas ainda é inferior aos anteriores, o Multiplus é sempre o pior e o Smiles nem merece comentário. O Amigo da Avianca Brasil é uma roubada! A TAP deixou meu cartão e o FF da Alaska Airlines será avaliado num futuro.
Diante do que tínhamos comentado e com o pedido de minha mulher que não fossemos para Nova Zelandia via Chile tinha em mente os seguintes fatos:
1-Ficou determinado voo da Emirates no A380 de Dubai (DXB) para Los Angeles (LAX) no A388, em First Class, como inegociável.
2- A data limite de retorno a São Paulo seria o dia 04 de janeiro pois no dia 05 teria compromisso inadiável. Como pretendia ficar 7 dias em Los Angeles minha data limite de chegada a Los Angeles seria dia 27 de dezembro.
3- A viagem poderia ter duração máxima total incluindo decolagem e pouso de 27 dias.



Iniciei as reservas com 430.000 milhas no FF da Qantas, 439.000 no Executive Clube da British e 250.000 no Life Miles, mas esta última em duas contas diferentes. 88.000 milhas no Amigo da Avianca Brasil. Tinha 200.000 milhas no cartão que poderiam transferir a qualquer dos programas.
A emissão começaria pelo meio da volta, ou seja, somente após emitir o voo da Emirates iria emitir os demais. Como eu já estaria voltando da Nova Zelândia via Dubai para agradar a vontade de minha esposa que adorou o filme “Sex and City2” onde as personagens divulgam o serviço de First Class da Emirates, tinha que acertar um voo até Dubai com o mínimo de escala possíveis e sem visto tarifado. Os voos desde a saída da Nova Zelândia deveriam permitir o trajeto mais conveniente até atingir Dubai.
Poderia fazer a reserva via net no site da Qantas no FF Program onde tinha as 288.00 milhas para os dois bilhetes de Dubai a Los Angeles em First Class. Já tinha feito pesquisa onde o voo de DXB para LAX tinha disponibilidade farta toda 4 e 5@ e nos demais dias da semana a disponibilidade era de variável a sempre inexistente.
Eu observará que no Executive Club o voo da Qatar com 77W de Perth a DOH em executiva com conexão para Dubai, tinha farta disponibilidade diária. Após conexão, em First Class iria a DXB com a Qatar de A333 em voo curto. O bilhete no Executive Club deveria ser emitido por telefone (0800 no Brasil) pois o site tinha problemas, mas o programa permitia misturar cabines na mesma reserva (business + first) ao custo de 216.000 milhas. Entretanto, essa combinação permitiria que conhecesse o lounge Al Safwa em DOH, exclusivo dos passageiros de First Class da Qatar Airways. Aproveitaria para desfrutar de todo luxo do lounge numa ultralonga conexão. Não voaria novamente no A380 da Qatar em First, mas aproveitaria este espetacular lounge. A desvantagem desta opção é que teria retido R$ 10.000,00 pelos dois vistos de transito nos Emirados além da taxa de visto. O valor retido é reembolsado no cartão após deixar os Emirados e solicitar tal devolução. Voando Emirates para entrar e sair dos Emirados essa taxa não é cobrada e a própria Emirates providencia o visto. Passageiros em transito chegando e saindo com a Emirates, em prazo inferior a 24 h, tendo ambos os voos pelo aeroporto de DXB não precisam de visto, desde que permaneçam durante todo tempo de conexão na área de transito.
Na pesquisa descobri que no programa FF da Qantas havia possibilidade de emissão de Christchurch (CHC) para Sydney (SYD) e Perth (PER), quer com stop em SYD, ou somente com conexão. Sem stop cobrariam 100.000 milhas. Havia farta disponibilidade diária e com conexão de maior ou menor duração. No programa Executive Club não havia disponibilidade nunca nesta rota.
Pronto, a saída de CHC a LAX parecia montada.
Eis que descubro que via FF Qantas você conseguiria voar em First no A388 da Emirates, PER-DXB-LAX, voos de 13 e 16 horas por 384.000 milhas como cobrança de prêmio para os dois bilhetes. Rapidamente reforcei a conta de FF Qantas. Aguardaria o dia que abriria disponibilidade.
Nesta viagem estávamos preocupados em voar FIRST e não no gasto com milhas.
Entretanto fui surpreendido com o fato da Emirates abrir disponibilidade muito depois das demais empresas. O que dificultaria a minha confirmação de ida.
Nisto a Emirates anuncia que passaria de 7 para 14 voos semanais com o A380 em dois destinos a partir de Dubai– PER E LAX! Agora pensei, seria praticamente impossível não voar de First no A 388 da Emirates.
Para dificultar ainda mais o voo no A 388 da Asiana em First Class, tanto do JFK como de LAX rumo a ICN para de lá ir a Sydney em executiva, tiveram como última data de disponibilidade 04 de dezembro e somente há disponibilidade aberta em 24 de dezembro em First Class. Com isso a rota ficou inviável e toda pesquisa perdida. Não sendo possível ir pelos EUA e pelo Chile, minhas opções se restringiam a ir via África ou Europa. Via África teríamos a Ethiopian, cuja executiva no 788 não é full flatbed – descartado, ou com a South African até Perth via Johanesburgo. A332, A343 ou A346, não me encantaram.
Noto que o Executive Club sempre tem ao menos 2 assentos, todos os dias, em First Class rumo a Londres, inclusive aos sábados.
Continuei pesquisando e vejo que a Thai abre disponibilidade de 2 lugares em First Class no A388 rumo a Bangkok e após longa conexão há disponibilidade com a Thai em First Class no 744 reto fitado rumo a Sydney e após curta conexão vamos de 789 da LAN para Auckland. Não pensei duas vezes emiti a ida por essa rota arriscando, pois senti que poderia não encontrar a volta quando a Emirates abri-se o voo para LAX. Pelos dois bilhetes GRU-LHR – off pick- 204.000 milhas, os LHR-BKK por coincidência mais 204.000 milhas, os BKK-SYD mais 120.000 milhas e os SYD-AKL mais 40.000 milhas. Já gastará 568.000 milhas.
Pronto estava aguardando a volta com a Emirates já tendo emitido em First GRU-LHR (British 744), First LHR-BKK (Thai A388), First BKK-SYD (Thai 744) e business LAN 789 SYD-AKL. Foi o possível, todos assentos full flatbed em companhias Skytrax 4*.
Do momento que terminei a emissão de ida até hoje se passaram 23 dias e ainda não há disponibilidade aberta nos voos da Emirates. Entretanto, se não tivesse emitido a ida teria perdido a possibilidade de ir em First Class até Sydney. Hoje ainda há voos no período, entretanto TODOS combinam classes nos voos, parte econômica com First, parte executiva com First, sempre via Europa/Atlântico. As companhias incluem Air India, United, .....
Fiz uma excelente opção tendo emitido naquela ocasião. Na Thai é possível escolher o menu antecipadamente em First e com menos opões e em menor número de rotas em Business. No voo LHR-BKK iremos de Lagosta Thermidor e no SYD-BKK de Camarão flambado.
Mas minha experiência e feeling com voos emitidos com milhas na primeira semana de janeiro de todos os anos sempre foi ruim, obrigando adiar volta muitas vezes, inclusive postergando a ida.



Tinha 88.000 milhas no Programa da Avianca Brasil que obrigatoriamente deveriam ser usadas, mas cometi um erro grosseiro! Iludido por parceria com o cartão que dava 100% de bônus na transferência de pontos para o Programa Amigo transferi o que tinha na data achando que era muito esperto, SEM CONHECER a fundo o programa! AH, se arrependimento mata-se! Mas ao menos aprendi para não incorrer nesse erro novamente! Você sabia que: 1-) O Programa Amigo da Avianca Brasil e o Lifemiles da Avianca são totalmente independentes e inclusive não tem a mesma disponibilidade, 2-) Você sabia que em rotas que voa a Avianca ela é somente e sempre a única com disponibilidade? Por exemplo, se GRU – IAD (Washington_Dulles) a United voa direto e a Avianca voa via Bogotá não importa que dure 24 h com a Avianca, só haverá disponibilidade SEMPRE com a Avianca! Isso vale para todos os destinos que a Avianca/TACA operar! 3-) Você sabia que a disponibilidade só aparece com 90 dias da data do voo, exceto com Avianca/TACA onde a antecedência para emissão é de 355 dias, 4-) Bilhete não permite stop over, 5-) As milhas tem validade de 2 anos, improrrogáveis! 6-) Não há como comprar milhas diretamente do programa, 7-) Bilhete emitido não permite mudança de rota ou de data, podendo as milhas serem retornadas a conta se ainda estiverem no período de validade, com consequente cancelamento de cada bilhete, ao custo acreditem de USD 200 por bilhete, 8-) Falta de acesso a essas informações que não estão publicadas e divulgadas em nenhum lugar em desacordo com o previsto no Código de Defesa do Consumidor e 9-) Treinamento ainda precário dos funcionários do Call Center, de tal forma, que tenha em mãos as datas e números dos voos que deseja, pois senão SEMPRE lhe dizem que não há disponibilidade (por puro desconhecimento, não por maldade!). Enfim, por enquanto ter fidelidade com o Amigo e milhas na conta é um ENORME MICO!
Eu precisava reparar meu erro me livrando desse mico! Comecei a ver a disponibilidade através do site LifeMiles da Avianca (que somente quando inclui voos da AVIANCA/TACA tem a mesma disponibilidade do Amigo- mas no Call Center eles negam isso, o que não é verdade). Noto que os voos entre LAX (Los Angeles) e GRU na primeira semana duram sempre 23 horas com paradas em SJO (São José – Costa Rica) e Lima para depois virem a São Paulo. Somente um dia havia voo via Bogotá com 16 h de duração. Ao procurar os voos qual a surpresa quando somente o voo de LIM a GRU era num A 330 da TACA onde a executiva é apertadíssima, de LAX para SJO um A 320 com executiva com recliner seat, velho e ultrapassado, o que se repetia de SJO a LIM. Ao ver este voo do dia citado um 788 onde a business era full flatbed vinha até BOG onde um A 330 mais confortável vem a GRU. Ao invés de ficar perguntando; “Pode isso Arnaldo? ” e perder a única chance de vir com algum conforto não pensei duas vezes, e vamos emitir imediatamente! Ligo no Call Center do Programa Amigo tendo defronte a mim uma tela aberta na minha conta do LifeMiles onde havia disponibilidade de 2 lugares. Sou atendido por uma simpática e destreinada colaboradora do Amigo que rapidamente me comunica que havia disponibilidade somente fazendo duas escalas! Resumindo, finquei o pé que havia no outro voo e no final foi emitido no voo que queria. O mesmo bilhete no mesmo voo, na mesma data, custou 70.000 milhas no programa Amigo e 46.000 no LifeMiles. Porém, fiquei livre de quase todo mico! Já gastei no total até aqui 684.000 milhas.



Estou ainda esperando há 17 dias para começar a emissão da volta.
A tensão aumentara, pois dependia da disponibilidade da Emirates que não abria nunca e já estava com todos os voos emitidos até Auckland e a volta de Los Angeles a GRU. Poderia pôr tudo a perder, mas optei pelo risco frente ao aumento de oferta da Emirates nas duas rotas.
Eis que abre a disponibilidade no voo de Perth para Dubai e de Dubai para Los Angeles, porém somente nos dias 24 e 25 de dezembro. Nem titubiei! Emiti para voar na noite de Natal tomando Don Perignon – milesime – e muito caviar Russo. E se der vontade, depois de uma longa conexão no Lounge First Class da Emirates, repetimos a dose por mais 16 e poucas horas, até chegarmos a Los Angeles onde dois motoristas com dois sedãs nos esperam para nos levar ao hotel pois teremos muita bagagem e a Emirates não permite que seus passageiros viagem apertados (parece piada!, mas assim me foi dito). Foram mais 384.000 milhas, totalizando gasto até aqui de 1.068.000 milhas.
Agora com calma fui ao site da British e emiti na executiva da Qantas o voo direto Auckland –Perth. Gasto de mais 120.000 milhas, totalizando 1,188 milhão de milhas.
Bingo! quase todas emissões feitas. Faltava definir eventuais voos dentro da Nova Zelândia.
A Air New Zealand, Star Alliance member, não abre disponibilidade nunca em nenhuma rota de longa distância em classe executiva do LifeMiles. Dentro da Nova Zelândia voam somente com cabine econômica. Se pensar em conhecer Auckland voando Star Alliance em classe executiva, prepare-se para dificuldades imensas na emissão com milhas! O acesso somente agora pode ser feito com a Singapore SIN-WLG (Wellington – num voo com 772 com escala em Camberra – capital da Austrália) que não existia no GDS no momento que emiti e agora a Thai passou a disponibilizar no LifeMiles o voo BKK-AKL direto, no 772 que não era disponível no momento da emissão. Cathay de Hong Kong (Executive Club ou FF Qantas), Qantas ou Emirates de Sydney, Melbourne, Perth, Brisbane para Christchurch e Auckland em combinações variadas incluindo First Class (no FF Qantas) tem farta disponibilidade. American Airlines irá voar para Auckland, mas não tem disponibilidade em business para emissão com milhas.
Bem agora, vamos emitir os voos internos. De carro irei de Auckland para Wellington. Defini que irei voar de WLG para Queenstown (ZQN). Isso custa 21.000 por bilhete no LifeMiles e tem disponibilidade, ou 25.000 no Amigo e não se sabe se abrirá disponibilidade. Quando vejo o preço de cada bilhete USD 154, incluindo taxas, percebo que emitir bilhete pagante é mais barato que gerar as milhas. Logo, compraria os dois bilhetes. De Queenstown iria para Greymouth e de lá de trem chegaria a Christchurch onde novamente voaria com a Air New Zealand para de Auckland deixar a Nova Zelândia rumo a Perth. Neste último trecho pelo mesmo motivo o bilhete foi comprado. Entretanto, descobri um site parceiro da Air New Zealand que só vende bilhetes da mesma por um preço muito menor, http://grabaseat.co.nz/, mas atente que há tarifas que permitem somente bagagem de mão. Entretanto, o preço final aproxima-se de 60% do valor quando comprado o mesmo voo direto com a companhia. Um excepcional desconto!
Só para conhecimento a parceria do Santander Parceria Santander onde você pode emitir o bilhete pagando com bônus + dinheiro tem o preço tão, tão desvantajoso que somente as taxas cobradas superam o preço do bilhete se comprado direto da companhia e você ainda tem que acrescentar bônus. Algo mais módico seria razoável e o cliente que descobre tal fato após ter comprado o bilhete pela parceria sente-se totalmente enganado. No meu entender isso é anti-marketing.
Agora sim, todos os voos emitidos, gastos de 1,188 milhão de milhas + taxas e 2 trechos comprados e preparando reservas nessa viagem de exatas, 42.106 milhas voadas.
O post do próximo mês será as reservas de toda viagem, o que fiz e como fiz.