por Wilian Delatorre

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sábado, 21 de janeiro de 2017

A viagem rumo a Nova Zelândia e Los Angeles por Celso



Imagine todas as pessoas vivendo em paz! Assim enquanto você aprecia a marcante performance de Lola Saunders deste clássico que percorreu o mundo nas mais brilhantes vozes, nós íamos nos dirigindo de casa a Guarulhos para na tarde de um sábado decolarmos no 772ER da British rumo a Londres.

Lounge MasterCard Black Guarulhos

Como já conhecia os outros lounges de Guarulhos, desta vez optei por ficar no lounge Mastercard Black no T3. O lounge é muito fraco, tem um buffet modesto, chuveiros e 3 laptops para uso que estavam inclusive fechados. Com bebidas modestas, nada comparável a um cliente Black. Ainda o lounge da Star Alliance é o melhor do T3, mas muito aquém dos seus similares ao redor do mundo.
Fomos ao embarque sem qualquer compra no Duty Free que está com preços em média 30% acima de qualquer lugar nos USA sem ser necessário qualquer pesquisa.
O embarque foi tranquilo. Aqui mesmo já relatei trip report de voo feito nas mesmas características há uns 2 anos, no 744 cuja cabine de First Class é a mesma deste Boeing menor, exceto por monitores mais antigos no Jumbo. O voo foi reservado num 744, mas pela situação econômica brasileira a British deu um downgrade na aeronave para o 772ER.

Firts Class British Airways 772ER

Eu voei várias vezes no 747 e confesso que apesar de agora admirar muito o A 380, não posso negar que mesmo os mais modernos 747-400 com seus vinte anos ou mais voando ainda proporcionam ao passageiro voo delicioso, mesmo nas classes inferiores.
Os britânicos com sua gentileza no trato nos recepcionaram e nos serviram durante o voo com uma grata surpresa: o serviço de First Class da British melhorou muito. Está ainda longe do da Qatar, Emirates e da Thai Airways.


Chegamos a Heathrow no Terminal 5, exclusivo da British. Recebidos pelos londrinos com sua educação e hospitalidade invejáveis, tínhamos que nos transferir ao Terminal 2, onde voaríamos a Bangkok, em First Class no A380 da Thai.
Minha mulher gostaria de ter parado em Londres, mas a emissão com milhas não tinha datas que combinavam tal possibilidade e poderíamos pegar neve o que seria altamente improvável no início de dezembro, mas comprometeria o restante da viagem.
Ficou a vontade de ter revisitado esse destino que apesar de caro é maravilhoso com a elegância clássica dos britânicos e a receptividade grandiosa ao turista. Com saudade seguimos nosso roteiro. Se o leitor não conhece Londres, coloque-a na sua “wait list”, pois é um destino imperdível.
Heathrow é o maior aeroporto europeu, imenso e centro de conexões para o mundo, onde a British oferece lounge de chegada aos passageiros das classes premium, incluindo Spa.



Apreciemos essa excepcional e emotiva interpretação de “Walk on By”. O talento de Sally Barker faz Sir Jhones tremer de êxtase. Foi com a sensação de a Londres voltaremos que nos dirigimos ao terminal 2A, onde poderíamos utilizar o First lounge da Lufthansa ou da Singapore Airlines, pois a Thai uma empresa Star Alliance member não tem lounge próprio em Londres.


Lounge Singapore Airlines

Começaram desde o primeiro voo nossas surpresas nesta viagem. Decolando pontualmente de GRU o voo da British chegou a LHR no horário, mas ficou orbitando e só efetivou o pouso com 15 minutos além do horário previsto. Todos os voos desta viagem até Auckland (AKL) tiveram que orbitar não sendo permitido pouso imediato e a mais longa orbita foi do A380 da Thai Airways que orbitou por 25 minutos até o pouso efetivo em Bangkok.
A segunda surpresa foi que nosso tempo de chegada e partida do aeroporto de Londres era de 5 horas. Passageiro de First e Business class recebem o folder de Fast Track permitindo acesso rápido a imigração. Para se ter uma ideia da multidão que chegava a Londres nossa passagem pela imigração com FAST TRACK demorou 1.10min.. Numa correria imensa fomos ao terminal T2, fizemos o check in rápido na First Class da Thai. A fiscalização em LHR pareceu-me exageradamente rígida. Fomos ao lounge de First Class da Singapore Airlines e ficamos somente por 20 minutos, isto porque o gate da decolagem do voo da Thai rumo a Bangkok foi quase defronte do lounge.
Tudo isto está sendo relatado para alerta-lo que em dezembro conexões em Londres devem ter seus períodos muito alongados se não quiser perder a conexão. Nesse dia que voei passageiros que voaram em classe econômica duvido que não tenham perdido seu voo se o tempo de conexão foi menor que 7 horas. A multidão no aeroporto impressionava!
O lounge de First Class de Singapore Airlines tem os requisitos de um lounge de First Class, incluindo restaurante à la carte que não pudemos desfrutar em função do tempo exiguo.
Vamos para a decolagem rumo a Bangkok, onde se não nos hospedamos estivemos ao menos em conexão anualmente nos últimos 4 anos. Agora experimentando a First do A380 da Thai. Fizemos a reserva da refeição principal – Lagosta Termidor – pelo site no momento da reserva do bilhete assim como assentos, etc.
O serviço de First Class no A 380 da Thai é impecável.


O A 380 reflete um novo padrão de conforto ao passageiro, com decolagens precisando de pouca pista e pouso eletrônico nos aeroportos onde o trem de pouso repousa na pista. Não sentir aquele impacto no pouso é um diferencial. Já devo ter feito próximo de 10 voos de longa distância nos A 380 e em nenhum senti turbulência em momento nenhum e o silencio da aeronave é impressionante. Apesar do assento da First do 772ER da British ser muito gostoso o da Thai no A 380 é ainda mais confortável. A Thai tem suítes abertas nos seus A 380.

Suite A-380




Vamos para a decolagem rumo a Sydney-Austrália, ouvindo está interpretação de “For once in my life”, feita no X Factor Australia. Voaremos novamente na First do 747 da Thai, nosso conhecido numa viagem de Hong-Kong para Bangkok no passado, mas agora com a nova configuração, muito semelhante à do A 380. Neste voo, reservamos como prato principal Camarão flambado, etc.
No A 380 com voo de mais de 12 h entre LHR e BKK tudo parecia melhor que o servido no 744 nas 9h e 30min de BKK a SYD. Mesmo assim, este segundo voo com a Thai foi muito bom. Após orbitarmos até a autorização do pouso, chegamos a Sydney no Terminal T1, o mesmo que decolaríamos para Auckland no 789 da LATAM (LAN CHILE), em classe executiva.
Foi nossa primeira viagem com 787. Havia da minha parte grande expectativa. A LATAM como sempre é decepção do inicio ao fim! Começamos com um check in, absolutamente formal sem sequer um sorriso. Nada mais do que respostas monossilábicas. Fomos ao Lounge de classe executiva da Qantas no terminal internacional que é bom. Wi fi veloz, bons chuveiros, buffet bom com bebidas fartas, etc.

Lounge Business Sidney T1

Saímos do lounge para o embarque que foi confuso com passageiros da executiva misturados com os da econômica. Ocupamos nossos assentos flat bed da classe executiva, EXTREMAMENTE apertados, a tal ponto que ao abaixar o assento os braços ficavam no alto. Horrível! Mas o pior estava por vir! A tripulação totalmente sem graça, seca, ficava fofocando no galley e não davam atenção aos passageiros! Quando o avião ganha altitude de cruzeiro, a surpresa: para 30 passageiros da executiva somente 2 banheiros, logo nas 3.30 h de voo até Auckland a fila ao banheiro foi constante! A ganancia do empresário tira toilete para inserir assento na aeronave! LATAM é a união da LAPORCARIA com a TAM! A tripulação chilena, sem exceção, é como sorvete de chuchu, descartável! Eu tenho uma lista de empresas que não viajo nunca mais: TAM, UNITED, AMERICAN AIRLINES e nesta viagem comecei acrescentando a LAN! Cuja primeira viagem já mostra o baixo nível do serviço, inclusive os vinhos servidos são bem, bem ruins. Note que estamos falando de serviço premium. Para completar a nécessaire é tao feia que deixamos tudo no avião. LAN nunca mais. Depois dessa longa e desagradável viagem segurando a bexiga, orbitamos e finalmente pousamos. Não preciso dizer que ao desligar as turbinas pedi a tripulação para usar o toilete.

Business Class 789 LAN

Pousamos em solo Neozelandes. O aeroporto de Auckland é pequeno, um tanto velho, feio, mas organizado.

No próximo post DESMISTIFICANDO A NOVA ZELANDIA – um pais que não é bem como divulgam na internet!