por Wilian Delatorre

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Desmistificando a Nova Zelândia por Celso. Parte II

Continuando..........

Museu de Auckland

O mais aclamado museu de Auckland, tem muitas referências ao povo MAORI, que são os nativos da Nova Zelândia, e ainda hoje representam 15% da população e contam com respeito do povo Neozelandês. O Maori tem a pele levemente escurecida e traços negroides. Ao se deparar com eles é fácil identificar a etnia. Esse povo tinha grande ligação com o mar e eram exímios artesões em madeira. O museu em si e muito fraco e nada comparável aos grandes museus mundiais. Atração perfeitamente dispensável.

Museu de Transporte e Tecnologia de Auckland

MuseudoTranspTec
Outro museu importante de Auckland é o Museu do Transporte e Tecnologia, com suas peculiaridades e direito a passeio de bonde antigo entre os pavilhões.

Veja como você se sente ao voar no 787-9 da LAN em classe executiva. É como voar com este avião numa rota Transtasmanica. Outro museu nada comparável aos museus do gênero no mundo e que tem destaque. Atração totalmente dispensável.
A essa altura o mico chamado Auckland vai se tornando realidade. Se você é um viajante que não conhece nada pode até adorar Auckland, porém para o viajante de algum conhecimento, Auckland vai sendo cravada nos destinos TOTALMENTE dispensáveis.
Mas, o choque vai aumentando. Na internet, ufanistas divulgam só maravilhas da Nova Zelândia. Tudo é espetacular, grandioso, e tra-la-la............ epa! Não é isso não!
Eles não falam que a mulher da Nova Zelândia é feia! Feia! FEIA! muito diferente da bela Australiana........... e mais, com esse papo de que não são consumistas e sim o importante é ser e não ter, arrumam uma maneira diferente de disfarçar a relaxada que existe em cada Neozelandesa. Elas não pintam as unhas! Pentear cabelo acho que dá alergia! Estou falando de mulheres jovens imaginem as mais idosas........Vi muitas que a cabeça parecia uma estrada, cheia de faixa branca. Só para terem uma ideia, minha esposa na antevéspera do Natal foi fazer uma escova num cabelereiro sem marcar hora o que seria humanamente impossível na cidade de São Paulo.
Na internet ninguém lhe fala que há um padrão de vestimenta da Neozelandesa jovem. Todas, MESMO NO FRIO, andam na rua com um micro shorts que em alguns casos chegam a mostrar a raiz da nádega de tão curtos, mas com agasalho da parte de cima da roupa. O agasalho tem manga longa obviamente. Num primeiro momento você não entende nada, depois fica sem entender mesmo.
Em qualquer lugar andam de sandália de dedo tipo Havaiana. Ou seja, está cheio de mana e mano! Isso ninguém fala na internet.
A renda per capta ano do cidadão é USD 37.000 aproximadamente mais que o triplo da brasileira. Entretanto, causou-me estranheza que durante alguns congestionamentos que vi nas estradas ao chegar ou sai de Auckland só encontrava carros populares. Pareceu-me que a distribuição de renda lá não é muito harmônica (isto é só impressão).
Detentora de maior criação de ovelhas do mundo, viajar de carro é visualizar uma ovelha atrás da outra no campo, raramente intercalada com muito gado muito vistoso.
Kapiti Store é uma queijaria e sorveteria com produtos gostosos e encontrados em todo país.
Auckland é conhecida como a cidade das velas, pela quantidade de veleiros lá existentes. Ninguém diz na internet que Auckland venta o tempo todo e que este clima chega a incomodar.
Ou seja, divulgam tudo como esplendoroso, num ufanismo que na realidade não é bem assim!
Auckland Observatory & Stardome- Na época do Natal no observatório de Auckland estava em cartaz um filme: “ Christmas in the Sky “. Fizemos a reserva e no dia chegamos sob chuva ao observatório que não dispunha de nenhum recurso para receber o turista nesta situação. O observatório, com letra minúscula, reflete a pobreza do que vimos. O filme era de uma mediocridade ímpar, minha mulher dormia e acordava com as palmas dos presentes a comentários feitos num microfone por uma monitora diante de imagem do céu numa tela 180 graus. Para uma criança de 5 anos seria comum, para um adulto- e a atração era divulgada
para adultos acima dos 16 anos – foi mais que medíocre. Outro passeio totalmente dispensável. Pobre de recursos e conhecimento.
Jet Boat – Não poderia deixar de experimentar uma invenção Neozelandesa. O Jet Boat.
Eles são barcos com turbina que atingem 95 km por hora, nas versões mais velozes, podem navegar em rios com profundidade de somente 30 cm, pois navegam na superfície. No nosso caso iriamos navegar no mar com o Jet Boat. Se você aprecia comer ervilha, algo sem sabor nenhum, vá passear de Jet Boat! Com uma capa imensa você entra no barco, fica dando socos com o barco na agua até atingir o mar aberto, aí ganha velocidade e de repente o piloto gira o barco 180 graus na água e você fica encharcado de agua salgada enquanto os adolescentes ficam gritando por algo sem emoção nenhuma! Isso é repetido umas 8 vezes, até sua cueca estar bem cheia de sal! Mas não é só, ao terminar 100 Obamas foram pro espaço! Outro passeio sem graça! Decepcionante.
Como ainda há muito a relatar nesta viagem vou resumir por aqui Auckland.
Auckland é um destino TOTALMENTE dispensável, não tem nenhuma atração de nível mundial, a cidade não tem nada de beleza natural, e não oferece nada que qualquer outra cidade importante do país não tenha! Ir do outro lado do mundo para conhecer somente uma confeitaria maravilhosa é muito pouco. Para nós Auckland é um mico!
Saímos com o carro de Auckland rumo a Wellington no extremo sul da Ilha Norte distante 650 km, com parada intermediária. Deixamos 2 malas no Novotel AKL airport onde retornaríamos somente para pernoite antes de deixarmos o país e viajamos com as demais.



Nesse momento minha mulher já me cobrava da escolha infeliz que foi a ida ao país. Enquanto ouvimos esta emotiva interpretação de Algum lugar sobre o arco íris que levantou a plateia toda para aplausos, vamos continuar o relato da exploração da Ilha Norte desta ex-colônia britânica.
Mas antes de deixar Auckland, recebo um e mail do Sofitel Wellington. O hotel inaugurado a menos de 6 meses teve um incêndio no seu restaurante e foi todo interditado. Há dois dias do check in recebo o e mail onde minha reserva foi transferida para o Bolton Hotel. Não achei isto muito correto, pois ao confirmar o fato na net o incêndio tinha ocorrido há mais de 60 dias e apesar de ser do conhecimento que somente em março de 2.017 o hotel reabrirá fui comunicado muito tardiamente, não tendo outras opções. Fui para Wellington atento ao que viria pela frente.
Valer lembrar que por volta das 5 p.m. tudo fecha com exceção de restaurantes que podem chegar as 11 pm. ou baladas. O povo lá tem hábitos nitidamente diurnos.
Deixei Auckland, muito decepcionado. Fomos dormir no interior da Ilha Norte num Novotel em Hamilton para no dia seguinte visitar as Waitomo Caves, as famosas cavernas da Nova Zelândia, onde numa delas tinha larvas azuis e todo o teto e é proibido fotografar.

Cavernas Waitomo

Esta foto mostra a saída da caverna com o barco.


Esta foto é do folder de apresentação do passeio e mostra com relativa fidelidade o teto da caverna com o barco.


Existe uma segunda caverna Aranui Cave, onde você caminha e tem um visual muito exuberante. O tempo de passeio total entre as duas cavernas é de 2 horas. No destino há food court e estrutura satisfatória para receber o turista.
Terminado o passeio nas Cavernas guiei mais 450 km. direto até Wellington.


Viajar na Ilha Norte em muitos locais a paisagem se assemelha a desta foto.


Em vários pontos da estrada no meio do nada apareciam estes toiletes, super limpos que na realidade eram fossas assépticas.
Chegamos a Wellington, a capital da Nova Zelândia.
Wellington é conhecida como a cidade dos ventos, e que ventos! Fortes, violentos, insuportáveis, constantes e no período que ficamos por pelo menos 2 vezes tive que me segurar em algo para não cair, tamanha a força do vento! INSUPORTAVEL, e ninguém menciona isto na internet.
Num domingo logo pela manhã começamos a explorar a cidade.


Pegamos o Cable car para subir num morro e ter uma visão da cidade e visitar o museu.


O chamado museu nada mais é que uma loja de venda de suvenires!


O museu mais aclamado e elogiado na Nova Zelândia é o The Papa. Não vou me estender, decepcionante! Total perda de tempo.
Wellington vai para o rol dos destinos que nunca voltaremos, não tem nada de deslumbrante e inclusive fomos a uma pizzaria famosa bem ruim. Outro mega mico de cidade!
Muito bem, aguentando minha mulher criticando minha escolha, cá entre nós com razão! Fomos para o aeroporto de Wellington que fica a uns 15 minutos de downtown. La devolveríamos o Nissan que alugamos na Europcar. A devolução é a coisa mais estranha do mundo. Numa mesma área onde todas as locadoras têm o car return você estaciona seu carro defronte a placa da sua locadora. Nenhum funcionário está lhe esperando. Com a chave vai ao balcão de check in, devolvendo-a. Nenhum documento da devolução do veículo lhe é entregue, muito menos se tem qualquer avaria! Três dias depois no seu e mail lhe é confirmado o valor contratado da locação. Super estranho!
Devolvido o carro nesse aeroporto pequeno iriamos agora voar pela primeira vez da AIR NEW ZEALAND que tem serviços internacionais elogiados. Pegamos um A 320 em Wellington rumo a Queenstown situado na Ilha Sul num voo direto de 1.20min. O serviço de bordo foi exatamente isso: Optar por Agua ou Café, uma única vez e optar por um snack gorduroso frito pequeno ou uma bolacha doce! Não vou nem dizer que o café estava Horrível, com H maiúsculo.
Minha esposa que é bem tolerante não parava de reclamar e com razão, a decepção só aumentava. Isso foi me aborrecendo, mas pensei comigo mesmo, não deixarei esta viagem marcada como um desastre e consegui que ela adorasse a viagem. Como consegui relatarei nos outros posts.
Chegamos a Queenstown! Imagine Campos do Jordão muito mais rico ou Whistler no Canadá. A cidade se assemelha a ambos, agora sim com muito turista bonito. Descemos no aeroporto bem pequeno por sinal que nem finger tinha.
Fui a Buget retirar o Cruze alugado. CUIDADO, com a BUGET! Nunca tinha alugado carro com a Buget e a escolha recaiu porque o veículo seria devolvido em Greymonth há 550 km ao norte de Queenstown e todas as outras companhias, exceto a Buget, cobravam taxa de retorno cujo valor era superior ao preço da locação.
Pois bem, solicitaram minha PID o que não foi solicitado na Europcar em Auckland. Nem quiseram ver minha carteira brasileira. O carro efetivamente entregue foi um Ford Mondeo bem surrado.

Ao assinar o contrato, a tarifa NÃO TINHA COBERTURA PARA ROAD ASSISTANCE, que caso opta-se teria custo adicional. Engodo! Colocando tal cobertura, o valor da locação superava o das outras concorrentes! Fiquei furioso e vi mais um golpe de locadora! Com raiva não contratei o adicional. O carro estava parado numa vaga, bem, bem, bem longe do terminal de passageiros. Cheguei no carro e o fotografei, detalhadamente, pois o mesmo tinha alguns detalhes que não constavam no contrato e tive que assinar um termo que o carro estava perfeito antes de sair do terminal sem o ver. Muito bem, ligo o carro e eis que aparece no computador de bordo uma mensagem que o óleo do motor ultrapassou a quilometragem prevista para troca! Problema da Buget! Segui viagem já sentindo que minha escolha não tinha sido das melhores.

No próximo post – Queenstown , a joia da Nova Zelândia.