por Wilian Delatorre

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Queenstown - a joia da Nova Zelândia

Saímos do aeroporto rumo ao Sofitel Queenstown, onde tudo na cidade é perto. As grandes atrações podem ser feitas a pé a partir do hotel pela excelente localização. Ao chegarmos tivemos um upgrade para uma Suíte Pretigie, enorme e deliciosa.

Suite Pretigie

Feito check in fomos ao famoso Fergburger a pé. Sem dúvida foi o melhor Hambúrguer que comi na vida e eles servem de vários tipos, de ovelha, de veado, etc.. Sabor inimaginável. Prepare-se para longas, longas filas desde o momento que a hamburgueria abre até seu fechamento. FILAS ENORMES! Do lado há a FergBakery, uma Padaria com P. Deliciosa também. A torta de Carneiro é espetacular (Lamb Pie). Indo a cidade ambas são imperdíveis. Vivem lá 30.000 habitantes, mas a infraestrutura é para receber muito mais com serviços excepcionais.



Vamos ouvindo esse coral das mulheres dos militares britânicos enquanto vamos lendo a narrativa. Amanheceu o dia, contemplávamos as majestosas montanhas Remarkables onde a cidade está encravada e saboreamos um espetacular breakfast no hotel. A cidade é margeada pelo lindo Lago Wakatipu. O dia nos reservava muito. Iriamos a uma das aclamadas maravilhas da Nova Zelândia. Os Fiordes, em especial, o Milford Sound. O trajeto de carro teria 295 km desde o hotel com percurso previsto sem paradas de 3.50min. e o mesmo tempo de volta. Outra opção seria contratar um tour de ônibus que saia do hotel as 5 voltando por volta da meia noite, o que não me interessou e por fim ir de helicóptero, que não aceito voar de jeito nenhum. Na Net você pode contratar com várias empresas cruzeiros no Fiordland com maior ou menor duração, inclusive com pernoite no barco e alimentação. Como minha esposa aprecia comida gourmet descartamos as propostas de incluir alimentação, pois não nos convencia. Fizemos o menor cruzeiro de 1.30 h. e foi o suficiente. No caminho, a cidade de The Anau torna-se importante por ser o último ponto de abastecimento do veículo e a round trip a partir daí até o Fiordland tem 350 km. e nos parques não há postos sendo obrigatório encher o tanque. Nesse trajeto o celular não tem ou tem sinal muito fraco. Em The Anau há um cinema que exibe um filme:“Ata Whenua show” muito interessante do Fiordland com duração de 30 min. cujos horários de exibição podem ser obtidos na net. A cidade está há 120 km ou 2.15 h de Queenstown.



Chegamos a Milford Sound onde chove ao menos 200 dias no ano e nessa situação o passeio perde muito da sua beleza. No dia o céu estava claro, até que no final do cruzeiro o tempo fechou mostrando a instabilidade do clima.




Começamos a volta rumo a The Anau onde pararíamos para jantar, lembrando que nessa época lá o pôr do sol ocorre após as 9 pm. Comemos numa pizzaria italiana e após curta parada seguimos para Queenstown.
Mas todo esperto, pode se dar mal. Como já era tarde, imaginei que não haveria policiamento e como já passava das 8 pm. decidi, pisar mais fundo no acelerador. Foram quilômetros e quilômetros de estradas vazias, mas de repente vejo um Omega fabricado na Austrália, da Polícia Neozelandesa estacionado atrás de uma placa. Passo pelo veículo e olho no retrovisor! Vejo que o mesmo sai do acostamento, liga o giroflex e vem atrás de mim como um míssil! Eu que estava a mais de 120 km/h, já baixei a velocidade para 90 km/h. e observava aquela viatura que mais parecia uma arvore de natal enfurecida de tanta luz atrás de mim. Encostei e para minha surpresa uma Dinossaura de uns 80 anos, fardada, desce vem até mim, e pergunta se eu sei o limite máximo de velocidade na estrada. Respondi que sim e ela me diz: A pistola de laser o detectou a 121 km/h . Desça do carro! Me de sua PID! Vixi, ficou no hotel! Me dê o contrato de locação do carro! Vixi está no hotel! Mas é a lei tê-los no carro! Fui dando Im sorry, e mais Im sorry e vendo a encrenca se formando. Me de sua carteira de motorista brasileira. Está aqui! Permaneça aí do lado de seu carro que já volto. Voltou entregou-me a carteira e um cartão, que por sinal não era de visitas e sim do site onde a multa de 170 NZD foi arbitrada e poderia ser paga. Deu-me seu caderno e de próprio punho solicitou meus dados no Brasil, informando que caso saísse do país sem pagar a multa seria enviada correspondência ao Brasil onde ainda teria 28 dias de prazo da data da postagem para pagamento sem outras penalidades. Pois bem, escapei e segui para o hotel em rigorosos 90 km/h.!! A multa tem valor progressivo em função de quanto maior for a velocidade excedente detectada. Fui dormir bem calado! rsrsrs


Quando amanheceu, fomos de carro ao Skyline Queenstown, pois o clima estava instável. Subimos no Bob's Peak, através do teleférico extremamente íngreme. Comprei para descer o morro no Luge (semelhante a um carrinho de rolimã), reservando 4 viagens. Choveu tanto que ficou impossível usar o Luge. Ficou a foto na saudade. No pico há várias atrações inclusive um restaurante muito bom.


Foi tão inacreditável o desleixo do Neozelandês que ficamos chocados. Havia a necessidade de documentar pois é até de se colocar dúvida. Nesta foto acima, podemos ver esta jovem, com todo charme exibindo sua pança, mamas caídas e o cabelo que não vem um pente há alguns anos. Note para o detalhe da blusa combinando com shorts! Seu colega com esse cabelo seborrento, tinha um sapato tão grande que se Arrelia fosse vivo provavelmente iria querer comprar para o circo. Isso é ser, não ter! Exato, mas ser pouco higiênico.


Esta vista do alto do Skyline, assim como muitas outras são de beleza espetacular. Queenstown é lindíssimo. Imperdível. Há inúmeros esportes radicais com Bungee Jump imenso... etc, etc. Queenstown é um destino que destoa na Nova Zelândia.
Após a alegria de conhecer Queenstown e aproveitar muito dos seus atrativos, fomos a deliciosa sorveteria Patagônia, antes de nos despedir.
Rumaríamos 550 km ao norte para entregar o carro na Greymonth Train Station, onde faríamos o passeio no Trem Transalpino que segundo muitos está entre os mais bonitos passeios de trem do mundo. Dormimos no caminho em Wanaka. Antes, na saída de Queenstown fomos jantar na Amisfield Wenery, onde degustamos o Menu Trust the Chef 5 courses. Isso sim é jantar gourmet! Delicioso com um espumante muito, muito saboroso. O jantar é um segredo que só é revelado à medida que os pratos vão sendo servidos. Muito, muito bom.



Após o jantar iriamos dormir no Mercure Oakridge na pequena cidade de Wanaka que estava há uns 50 km no rumo de Greymonth, onde no dia seguinte pegaríamos o Trem Transalpine.


Ao sairmos da vinícola, nem imaginávamos o que nos esperava. O tempo começou a fechar e a estrada nos primeiros 15 km, era uma sucessão de curvas em U onde o veículo não desenvolvia mais do que 20 km/h. e mais era íngreme, morro acima. Quando eu cheguei em Wanaka já sabia que faria meu check out antes do café da manhã ser servido e que nos primeiros 180 km de estrada rumo a Greymonth que seriam percorridos na manhã seguinte não havia postos ou um local adequado para um bom café da manhã. Eu só não sabia que em 40 minutos (10 pm) os 2 postos de Wanaka estariam fechados e abastecimento somente a partir das 7 am. Tinha que partir de Wanaka impreterivelmente as 6 am, para romper os 465 km até Greymonth e pegar o Trem Transalpine no horário, após devolver o carro na estação de trem. Cheguei no Mercure com forte chuva, perguntei na recepção se tive up grade de quarto, o que foi prontamente informado que sim. Entretanto, o hotel constitui-se de apartamentos dispersos um amplo terreno. Recebi up grade, mas no andar superior com escada e muita chuva! O hotel foi tão ridículo que ao invés de me oferecer um quarto no nível do solo com o carro parando ao lado, premiou-me com o up grade na chuva. Deixei minha esposa, liguei o GPS do carro e fui como um raio abastecer o carro. No posto havia uma loja de conveniência onde coloquei algumas guloseimas no carro para a manhã seguinte. Voltei ao hotel, o MERCURE WANAKA, e minha esposa informa que no banheiro haviam muitos mosquitos. Que beleza!!! fechemos a porta e pela madrugada antes de sairmos usemos o mínimo possível o banheiro. Liguei na recepção e informei que meu check out seria antes das 6 am. Resposta, sem problemas. Na manhã seguinte, vejo a placa que a recepção abria as 7 am. Não tive dúvida, larguei a chave dentro do quarto, tranquei a porta e adios................ MERCURE WANAKA horrível!


Saímos de Wanaka e uma bela estrada nos esperava. Somente no Glaciar de Franz Josef encontramos um local para café da manhã que por sinal era meio precário. Consegui chegar em tempo na estação para devolver o carro na Buget. Ao chegar ao guichê ninguém no local, fui orientado a pegar um fone e chamar a funcionária. Após uns 10 minutos ela chegou. Foi inspecionar o veículo, voltou, disse que estava tudo ok e a surpresa: locação com taxa de retorno cobrada e valor 300 NZD acima do contratado. Informei que não ela insistiu que sim, insisti que não então ela pediu prova de minha afirmação. Lembrei que tinha a reserva impressa. Foi a sorte! Admitiu o erro, mas precisava do supervisor para alterar o valor a ser debitado no cartão! BUGET lixo, fujam disso! Carro surrado, descontrole na cobrança de locação, demora na devolução, péssimo, péssima opção! BUGET nunca mais!


Depois de mais essa surpresa desagradável na Buget fomos a plataforma após despachar nossa bagagem para iniciarmos o tour no Trans Alpine Express de Greymonth para Christchurch, montanha abaixo, numa viagem de pouco mais de 4 h, num dos passeios de trem mais lindos do mundo. O trem é bonito, tem vagão restaurante, vagão de observação, etc. Fomos brindados com um grupo de Indianos imediatamente atrás de nossa poltrona e o passeio que não tem nada dos mais bonitos do mundo foi dos piores odores do mundo! Indianos com odor insuportável! Nem seu cachorro aceitaria ter no corpo aquele odor! Que terror.


Vi muitas imagens que durante a viagem não correspondiam dando a entender que a paisagem mudaria muito conforme as estações. Em dezembro, o passeio não tem nada de espetacular, pelo contrário, no meu caso teve constrangimento pelo odor desses indianos imundos. Informe-se, pois se realmente a paisagem não mudar o passeio é bem, bem, sem graça.
Chegamos a Christchurch, atonteados com o odor desses indianos. Fomos ao Novotel Cathedral Square, que não tinha nada de espetacular e cujos Mac do business center estavam todos com problemas. Christchurch é uma cidade pequena com tudo perto e um aeroporto bem pequeno.


A grande atração da cidade é o International Antarctic Centre, um local que mostra como são as condições na Antártica, inclusive com local simulando clima conforme mostrado na foto acima, inclusive com outra Neozelandesa com as pernas de fora num simulador que ia a menos 40 ºC. Andamos em tratores utilizados na Antártica – Hagglund Ride, num terreno que imitava as condições no Polo Sul. Assistimos um filme 4 D razoável e outros menos interessantes. Nada espetacular. Aproveite e coloque Christchurch nos destinos que não valem a pena. Jantamos e fomos para o aeroporto em mais um voo na espartana Air New Zealand. Dessa vez o A320 nos levaria de volta a Auckland. O check in no pequeno aeroporto foi rápido. Chegamos a Auckland as 10 p.m. onde nos hospedaríamos no Novotel Auckland Airport. Decolaríamos no aeroporto as 7am, rumo a Sydney em imediata conexão para Perth no oeste Australiano. Chegamos no terminal doméstico e um ônibus do aeroporto faz o transfer entre os terminais estando o Novotel colado ao terminal internacional. Chovia fraco quando chegamos, mas desde o terminal de passageiros internacional até a entrada do hotel todo trajeto tem cobertura. Pegamos nossas malas que tinha ficado em Auckland antes de irmos para a Ilha Sul e fomos para nosso quarto, que foi objeto de up grade pelo nosso cartão da Accor. Pedi expressamente para ser acordado as 3.30 am para estar pronto para apresentação rumo a Sydney. Por via das dúvidas colocamos nosso Iphone de back up para despertar. Não preciso nem dizer que até hoje nunca fomos despertados! Esse Novotel é limpo, bonito, mas com overprice pela localização, porém muito conveniente para voos muito cedo. Altíssima rotatividade de hospedes. Nem foto tirei.


Fizemos o check in na Qantas no aeroporto de AKL e já íamos nos despedindo de um país muito elogiado na internet que na prática não nos cativou e em muitos aspectos foi extremamente decepcionante. Nos dirigimos ao lounge da Qantas que tem mobiliário velho, muito velho, um catering de razoável a fraco para o café da manhã, muito abaixo do que esperava. Enfim rumo a Austrália, Emirados e Estados Unidos.
No próximo post de Auckland a Los Angeles – um outro mundo.